Linces Ibéricos libertados em Serpa

Apesar de não estar afastado o perigo de extinção, hoje existem cerca de 550 linces a viver em liberdade em toda a Península Ibérica

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Photo: visualhunt.com

Serpa recebeu os seus primeiros dois Linces Ibéricos, libertados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que vão reforçar a população selvagem a viver já no Parque Natural do Vale do Guadiana.

De acordo com a notícia publicada no Tribuna Alentejo, o casal Ouriço e Odelouca, assim se chama estes felinos, “nasceram no Centro de Reprodução em Silves e serão os primeiros a ser libertados fora do concelho de Mértola, numa área de cerca de 20 mil hectares, próxima do Pulo do Lobo, uma zona de matagais, rica em coelho bravo.”

Aquele site noticioso adianta ainda que esta libertação ocorre no âmbito do Projeto de Recuperação da Distribuição Histórica do Lince-Ibérico em Espanha e Portugal “LIFE+Iberlince”, e soma-se aos 27 linces já libertados no Alentejo

São cerca de 550 os linces ibéricos que vivem em liberdade em toda a Península Ibérica

Apesar do crescimento de 170% verificado nos últimos 15 anos, o perigo de extinção desta espécie ainda não está totalmente afastado (Imagem: pixabay.com)

No ano 2002 havia menos de 200 linces ibéricos no conjunto de Portugal e Espanha. Face à extinção iminente desta espécie, nesse mesmo ano foi lançado o “projeto lince”, que se revelou fundamental para travar algo que parecia inevitável.

Hoje existem cerca de 550 animais desta espécie a viver em liberdade nas províncias espanholas da Andaluzia, Castilha-La Mancha e Extremadura e Portugal, segundo o Censo realizado em 2017, cujos resultados são reportados pela agência de notícias espanhola Efe. Quinze anos depois, o  número quase triplicou (mais 170%).

Ainda assim, e apesar do crescimento não está afastado o perigo de extinção. Por exemplo, na Andaluzia, onde vive a maior população da espécie – 402 exemplares -, no ano passado verificou-se um crescimento de apenas 1%. Números redondos, há apenas mais cinco exemplares do que em 2016, no que é o mais baixo crescimento verificado nos últimos cinco anos.

 

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