Do Brasil para o Mundo, Puppyfi é a rede social que ajuda animais perdidos e incentiva adoção

Alexandre Roa, de Curitiba, é o mentor da Puppyfi, uma aplicação brasileira que já chegou a países como Portugal, Uruguai, Espanha e Itália. A expectativa é a de que, até o fim deste ano, 300 mil pessoas estejam ligadas à Puppyfi

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O veterinário Alexandre Roa, de Curitiba, criou uma inovadora rede social para ajudar quem está a procurar o seu animal de companhia que desapareceu. Chama-se Puppyfi e é uma plataforma que também contribui para que os animais abandonados possam encontrar um lar e, ao mesmo tempo, pretende ajudar organizações de apoio à causa animal.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil é o 4º maior país do mundo em população de animais de companhia. São mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos de estimação. Por outro lado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam outros 30 milhões de animais abandonados, vivendo nas ruas brasileiras.

“Só em Curitiba, são 13,5 mil cachorros abandonados segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Diante de números tão expressivos, a Puppyfi está aqui para ajudar” revela Alexandre Roa.

Encontre o seu animal perdido

Alexandre explicou que, há cinco anos, para ajudar um cliente que tinha perdido o seu cão, criou no Facebook a página “Cães Achados & Perdidos” em Curitiba. O engajamento foi tão alto que logo criou páginas para todas as capitais do país, grandes cidades do interior e até outros países, como Portugal, explica este veterinário.

“Até agora, graças à Puppyfi foi possivel localizar mais de 3,5 mil animais e outras centenas foram adotados” revela Alexandre Roa, acrescentando que “a Puppyfi é de uso gratuito e funciona numa tripla componente: achados e perdidos, adoção e vakinha pet, este último um crowdfunding para pessoas e ONGs que resgatam animais que precisam de apoio para custos com vacinas, medicamentos, veterinários e até mesmo ração”

Uma vez cadastrado, é possível criar ou aderir a “missões” em algum destes três segmentos e ir acompanhando através das notificações. “O perfil funciona como o histórico do Instagram”, diz Alexandre

Nos próximos meses esta startup deve ganhar traduções para mais idiomas para operar noutros países e também um aplicativo, para facilitar o acesso com smartphones.

Adoção e angariação de recursos

Em Curitiba, a rede social Puppyfi também tem servido como ferramenta para voluntários que cuidam de animais abandonados. Alexandre pretende estender este modelo a todo o mundo

O grupo Adote com Consciência recolhe animais abandonados. Eles ficam sob responsabilidade dos 12 protetores do projeto, que acolhem os cães e gatos nas próprias casas até que sejam adotados.

“Aí, a gente se une para fazer feira de adoção e levantar fundos para os bichinhos que cuidamos”, afirma Caroline Trinoski, de 35 anos, que faz parte do projeto. Hoje, ela tem cerca de 20 animais abrigados onde mora.

A voluntária conta que a Puppyfi tem ajudado, principalmente, no “trabalho de formiguinha” que o grupo desenvolve.

“É uma ferramenta muito importante para divulgarmos os nossos animais e até para conseguirmos recolher fundos. A nossa Associação já recebeu pessoas interessadas em adoção e já conseguiu ajuda para cuidar dos nossos cães e gatos. A Puppyfi também ajudam a divulgar nossas campanhas”, acrescenta.

A Puppyfi

 Tudo começou quando ele ajudou um cliente a achar o seu bichinho de estimação perdido (Foto: Alexandre Roa/Arquivo pessoal)
Alexandre Roa, o mentor da Puppyfi: “Quando a gente ajuda um reencontro, a sensação é indescrítivel. É maravilhoso! O coração chega a acelerar”, revela

“Nosso propósito transformador massivo é ajudar pets ao redor do mundo. Para tanto, trabalhamos para que a Puppyfi se torne referência mundial quando se pensa em pedir ou oferecer ajuda para pets”

Alexandre conta que, desde 2013 até ao primeiro mês da Puppyfi, toda a comunidade que surgiu a partir desta iniciativa reuniu mais de 50 mil apaixonados por animais de companhia. Até o momento, quase 4 mil finais felizes foram registados envolvendo entre cães, gatos, cavalos e até papagaios

A comunidade criada a partir da página “Cães Achados & Perdidos” que é hoje considerada o “embrião” da Puppyfi também já chegou a outros países, como Portugal, Uruguai, Espanha e Itália. A expectativa é a de que, até o fim deste ano, 300 mil pessoas estejam ligadas.

Puppyfi funciona da seguinte forma:

  1. O usuário faz um cadastro gratuito e coloca também o nome e informações do seu animal de estimação, com foto. É importante não se esquecer de colocar um telefone para contato.
  2. Se o usuário está interessado nas discussões ou em ajudar na localização de pets perdidos, ele pode navegar e notificar que está “Na missão”.
  3. Se o usuário quer encontrar o seu bicho perdido, pode também descrever o que aconteceu, comprar destaques (como os banners de internet) e compartilhar a busca nas páginas da rede social do Facebook.
  4. Se o pet foi encontrado, é possível notificar “Pet final feliz”, com direito a depoimento e agradecimentos.
  5. Se o usuário encontrou um animal de estimação abandonado e quer ajudá-lo a encontrar um lar, pode fazer o cadastro com descrições e contatos, caso alguém se interesse.
  6. Pessoas físicas e Organizações Não-Governamentais (ONGs) podem se cadastrar para pedir ajuda financeira, medicamentos e outros itens necessários

 

 

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