É já dia 4 de novembro: Hospital do Gato organiza palestra com a “Encantadora de Gatos”

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Conhecida como ‘Encantadora de Gatos’, Vicky Halls está de regresso a Portugal para uma palestra no próximo dia 4 de Novembro, no Centro Cultural de Belém, seguida de um workshop interactivo com a equipa médica do Hospital do Gato.

À Miau Magazine Maria João Fonseca, veterinária e Directora Clínica do Hospital do Gato, organizador do evento, explicou que “a primeira palestra decorreu em 2016 e foi muito positiva, esgotámos uma sala de 200 lugares. Os participantes gostaram muito, e pediram-nos uma nova palestra.”

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Maria João Dinis da Fonseca

Vicky Halls é uma enfermeira veterinária, especializada na área do comportamento felino. “Não sei se ela sabe tudo, mas sabe quase tudo sobre o comportamento dos gatos. O dia-a-dia dela é fazer consultas ao domicílio a pessoas que têm problemas com os seus gatos, além de ser uma excelente comunicadora e formadora.”

Ajudar as pessoas a lidar com as questões comportamentais dos gatos é um dos aspectos em que a equipa do Hospital do Gato aposta. “Há ainda muitas coisas acerca dos gatos que as pessoas desconhecem, sobre o que é um gato e as suas necessidades básicas.

Coisas tão simples como a forma de reagir se o gato leva um rato ou um pássaro para a cama dos tutores, ou o arranhar de mobiliário em casa. Há quem ache que o gato é como um cão pequeno, que passa muito tempo a dormir, mas surgem muitos gatos com comportamentos mais hiperactivos ou até que reagem de determinada forma porque estão com problemas de stress. E quando os tutores não sabem como interpretar esse comportamento, acabam por punir o gato, e entramos numa espiral de problemas de comportamento.”

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Gatos são caçadores e necessitam de espaço

A médica veterinária dá como exemplo a marcação de território: “se um gato tem esse comportamento, que está na sua natureza, mas também porque há algum factor de stress, e em seguida o tutor lhe ralha e o castiga, os distúrbios de comportamento vão aumentar.

Muitas das vezes chegam-nos casos já no limite e com graus de distúrbios que se tornam difíceis de reverter. O ideal, como em todas as doenças, é a prevenção, e que os tutores percebam como ajudar o gato a fazer a sua vida.”

E relembra a velha máxima de que «somos nós que temos de adaptar a casa aos gatos, e não os gatos às nossas casas». “É preciso compreender como reagiram estes animais no seu estado selvagem, porque como caçadores que são, têm uma enorme necessidade de espaço, de correr, de serem estimulados. As nossas casas são muito monótonas para eles, e isso provoca as situações de distúrbios, ou têm aqueles momentos que são «a hora da maluquice», em que correm pela casa para gastar energias.”

É aqui que entra o termo do ‘enriquecimento ambiental’, “que é tornar as nossas casas mais divertidas para os gatos, de modo a estimulá-los quer física quer cognitivamente. E há soluções muito simples, não são necessários brinquedos sofisticados: uma caixa de cartão que sirva de esconderijo, prateleiras altas, até simples bolas de papel.”

Apesar de tudo, Maria João Fonseca considera que “as pessoas estão mais sensíveis para esta questão, e é nesse sentido que o Hospital do Gato pretender dar formação aos tutores para que os compreendam melhor e a palestra une essas duas questões: eleva o Hospital ao nível de formadores no que ao comportamento dos gatos diz respeito, com a ajuda da Vicky Halls.”

Clique na imagem para conhecer melhor o GRUPO HOSPITAL DO GATO

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