“Chorei em Silêncio” é o título do livro da Advogada Cristina Mascarenhas

O lançamento oficial desta obra vai ocorrer na Feira do Livro de Lisboa no próximo dia 16 de junho.

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Cristina Mascarenhas é uma advogada apaixonada pe­los animais. Após perder alguns animais de companhia, decidiu partilhar a sua experiência difícil de um luto que nem sempre é compreendido pela sociedade e apresentar algumas ideias para ajudar quem passa por essas difíceis perdas de verdadeiros amigos.

O direito ao luto e ao respeito na dor, o direito a um fim digno para o animal e a licença de nojo ou a faltas justificadas, são ideias que a autora lança neste seu primeiro livro editado pelas mãos da Editora Capital Books.

No seguimento da sua grande paixão pelos ani­mais, Cristina fez a primeira Pós-Graduação em Direito dos Animais, na Faculdade de Direito de Lisboa. Desde muito nova que vive com animais. Sempre lutou pelos mais desprotegidos na sociedade, humanos e não-humanos.

“E, com este testemunho, o que espero é mudar mentalidades e sensibilidades”, revela Cristina Mascarenhas

Foi após a partida da sua gata Clarinha que a au­tora sentiu que não podia viver aquele luto (desautorizado), tal como fosse a morte de um familiar humano, que a sociedade não aceita e até ridiculariza. Foi aí que começou a luta pelo respeito pelo luto após a perda de um animal familiar. Tal como a aceitação, na sociedade, da família multiespécies.

O lançamento oficial do livro “Chorei em Silêncio”, que poderá ser adquirido numa livraria ou através da página da autora em www.facebook.com/cristinaotero.mascarenhas vai ter lugar na Feira do Livro de Lisboa no próximo dia 16 de junho pelas 17h.

“Certo dia, em Abril de 2013, poucos dias depois de ter feito 15 anos, senti que a Clarinha estava a tentar dizer­-me algo com aquele seu olhar tão expressivo. Fui trabalhar de manhã, como era hábito, mas à hora do almo­ço, senti um impulso para ir para junto da minha Clarinha.

Quando cheguei, estava ela deitada no meu lugar da cama. Deitei-me ao lado dela, tapei-a com um cobertorzinho, e abracei-a de forma a aconchegá-la, sem a magoar ou incomodar. Queria simplesmente que ela sentisse a mi­nha presença, o meu calor e o meu amor.

Disse-lhe, com lágrimas nos olhos, que se ela quisesse descansar que po­dia ir, eu iria amá-la para sempre. Não podia fazê-la sofrer.

Ficámos assim horas, adormeci com o seu corpo ao meu lado e ela adorme­ceu também…

Quando acordei, a Clarinha tinha partido e deixado aquele corpo lindo, mas envelhecido.

Sei que esperou por mim para partir, e precisou de ouvir que podia ir, que eu ficava, mas que sempre a amaria.”

Miau Magazine
Author: Miau Magazine

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