Feliz Dia Mundial do Cão! Já pensou em apresentar um cachorro ao seu gato?

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Imagem: Billy e Merida. Foto tirada por Roseane, de Solânea, Paraíba, Brasil

Como apresentar um novo cachorro ao meu gato? Esta é uma dúvida clara, tanto mais que não seja pela imagem louca que nos surge sempre que pensamos na dupla inimiga das garras e dos latidos.

Mas afinal, os nossos patudos podem ser todos amigos? Diferentes espécies serão sempre amigas com a apresentação ideal?

Para assinalar o Dia Mundial do Cão que se comemora anualmente no dia 26 de agosto, damos aqui algumas dicas e conselhos úteis para que a relação entre estes dois animais possa ser perfeita!

Antes de começar a abordagem, é importante a noção de que a apresentação será mais simples se o cão for um cachorro: o pequeno animal cresce e verá sempre o gato como uma parte familiar, pertencente ao seu meio de convívio natural.

Por outro lado, as chances de boa amizade reduzem quando o cão apresenta uma personalidade agressiva ou predadora (necessária elevada atenção nestes casos, uma vez que o animal pode ferir gravemente ou fatalmente o gato) ou se o seu gato é ainda bebé, incapacitado ou bastante idoso, visto terem menos facilidade em se defenderem das brincadeiras do cachorro.

A cargo de exemplo: cães Rotweiler, Doberman e German Shepherd, geralmente com características fortes de cão de guarda, terão um comportamento diferente com um gato do que Dachshund.

Estes últimos costumam ter óptimas relações com felinos, principalmente se estes forem tão pequeninos como o cachorro; quando mais velhos, podem ter de mandar um ou outro bufo para acalmar as brincadeiras exageradas destes patudos.

Alguns conselhos e dicas úteis

Foto: Ricardo Goncalves

Conheça bem o seu gato e o cachorro em questão: é importante estar familiarizado com o seu temperamento e comportamento. Para os gatos o espaço físico é muito importante; para os cães, o lugar social é importante – assim, se o cachorro perceber pacificamente o avanço social do gato, a relação torna-se mais sólida.

▴ Preferencialmente, o cão deve estar bem treinado; ou seja, deve perceber o que um tom de voz mais alto simboliza, o ‘Não’, os movimentos de treino básico.

Antes da apresentação, alimente bem o cachorro e coloque-o num ambiente descontraído, com coleira curta ou no interior da sua caixa. Também pode fazer bastante exercício para gastar as suas reservas energéticas.

Relativamente ao gato, caso seja assustado por natureza mantenha-o na sua caixa; caso seja sossegado, deixe-o passear e conhecer o espaço em que se encontra. Tenha algumas recompensas para fornecer caso necessário.

Deixe os animais conhecerem-se à distância, ainda sem toque. Fale calmamente com estes e ofereça recompensas, elogiando os mesmos.

Caso o seu cão se mostre demasiado agressivo, corrija o comportamento com a trela; se estiver demasiado excitado, corrija-o; se nenhum dos comportamentos melhorar, desista da visita e tente num novo momento mais tarde.

▴ Repita estas pequenas visitas várias vezes ao dia.

▴ Pode usar um separador de bebés para permitir que ambos os animais consigam ver-se, mas não entrar em contacto físico um com o outro.

Não passe para a fase seguinte após várias apresentações entre ambos os animais e até estes se mostrarem completamente confortáveis com a presença do companheiro.

Agora, quanto ao clímax da acção:

Foto: Vitor Souza-Rio de Janeiro,Brasil

Retire a coleira do cachorro e observe a aproximação dos dois animais. Caso verifique a ocorrência de alguns problemas que não são corrigidos com comando de voz, volte para as fases anteriores durante alguns dias.

Não deixe o cão e o gato sozinhos até ter certeza que ambos estão completamente confortáveis um com o outro. No entanto, verifique se o seu gato tem locais para se esconder caso se sinta desprotegido durante uma brincadeira.

▴ Faça um espaço privado para cada animal em sua casa. Mantenha o alimento e a caixa da areia do seu gato longe do alcance do cachorro.

Deixe os animais conhecerem-se à distância, ainda sem toque.

Pode acontecer que, apesar dos nossos esforços, a relação não vá funcionar. Se isso acontecer, apesar da situação triste em si, o mais correcto para o novo cão é contactar a Associação/pessoa que lhe deu o animal e procurar um novo lar, sem gatos.

Durante o período que o cão estiver em casa, mantenha as duas espécies separadas e dê muito amor a ambos.

É normal os gatos e os cães criarem relações harmoniosas entre ambos, no entanto podem acontecer casos de animais agressivos para com os felinos e, nesta situação, é necessário ter responsabilidade para com os dois animais.

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Então não pode perder o artigo de Gabriela Portella “Como Cães e Gatos, a Maravilhosa Arte da Convivência” na edição 11 da MIAU Magazine (setembro/outubro)

Author: Daniela Lopes

Daniela Lopes é actual estudante de 5º ano no Mestrado Integrado de Medicina Veterinária na Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro. Entre os braços que a unem aos animais, encontra-se o seu papel como embaixadora da Improve International e embaixadora do Hospital Veterinário Montenegro na universidade e ser membro activo da Associação de Estudantes de Medicina Veterinária da UTAD. É igualmente fundadora do blogue "Bicho em Sete Cabeças", um espaço dedicado à área médico-veterinária e suas dúvidas.

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Daniela Lopes é actual estudante de 5º ano no Mestrado Integrado de Medicina Veterinária na Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro. Entre os braços que a unem aos animais, encontra-se o seu papel como embaixadora da Improve International e embaixadora do Hospital Veterinário Montenegro na universidade e ser membro activo da Associação de Estudantes de Medicina Veterinária da UTAD. É igualmente fundadora do blogue "Bicho em Sete Cabeças", um espaço dedicado à área médico-veterinária e suas dúvidas.

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