Médicos-veterinários gregos dizem “não” à esterilização obrigatória de animais de companhia

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Um projeto de lei grego que prevê a esterilização de todos os animais de companhia, presentemente em consulta pública, está a motivar oposição dos criadores e de alguns médicos-veterinários, adianta o Observador. Uma greve foi organizada para mostrar o desagrado face à possível aprovação.

Atualmente, o país enfrenta um problema com o abandono de animais, com uma estimativa de aproximadamente dois milhões de gatos e cães a vaguear nas ruas da capital Atenas. “Todos os dias encontramos caixas e sacos de gatinhos e de cachorros em caixotes de lixo”, contou o responsável da Associação de Proteção Animal de Creta, Efi Tsekmesoglou, ao The Guardian.

O projeto deseja reduzir o número de animais errantes e iria obrigar a população a fazê-lo, algo que na Grécia não é visto como normal. O responsável da clínica veterinária na ilha Syros, Manos Vorrisis, que discorda da iniciativa, disse que há estudos “nos Estados Unidos e na Austrália que provam que a esterilização obrigatória não resulta”.

Por seu lado, os criadores realçam que esta medida pode levar ao fim de raças como o Sabujo de Creta. “A lei também reduz a capacidade dos tutores de ter ninhadas”, frisou o criador Theodosis Papandreou ao órgão britânico, caracterizando a proposta como um “erro fatal”. “Devemos fazer de tudo para preservar estas raças raras”, acrescentou.

O primeiro-ministro helénico, Kyriakos Mitsotakis, afirmou, de acordo com o jornal londrino, que “a proteção animal é uma questão de civilização”.

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Author: Miau Magazine

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